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Quebra de sigilo telefônico levou polícia a conseguir prisão de PM suspeito de desaparecimento de família no RS

Quebra de sigilo telefônico levou polícia a conseguir prisão de suspeito Novos elementos sobre o caso da família Aguiar, desaparecida há mais de duas seman...

Quebra de sigilo telefônico levou polícia a conseguir prisão de PM suspeito de desaparecimento de família no RS
Quebra de sigilo telefônico levou polícia a conseguir prisão de PM suspeito de desaparecimento de família no RS (Foto: Reprodução)

Quebra de sigilo telefônico levou polícia a conseguir prisão de suspeito Novos elementos sobre o caso da família Aguiar, desaparecida há mais de duas semanas, foram descobertos nesta quarta-feira (11) pelo g1. A partir da quebra de sigilo telefônico do policial militar Cristiano Domingues Francisco, ex-companheiro de Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, os investigadores chegaram a elementos que indicam a possível participação do homem no crime. Assim, ele se tornou suspeito e foi decretada a prisão temporária. Através do aparelho, foi possível identificar uma movimentação suspeita em relação ao telefone do Cristiano e também do celular da Silvana, que teria sido encontrado nas imediações da casa dos pais e foi encaminhado para perícia, para confirmar que trata-se do celular dela. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Em nota, a defesa do suspeito afirma que ainda não teve acesso aos autos e à decisão judicial. "Não há como ter qualquer posição. Sei apenas o que está sendo vinculado na imprensa", disse o advogado Jeverson Barcellos. A polícia tem indícios de que o suspeito esteve próximo da família Aguiar, principalmente dos pais de Silvana, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, no dia do desaparecimento do casal — eles sumiram um dia depois da filha. Como Cristiano registrou a ocorrência, ele foi chamado para ser ouvido como testemunha. Após a prisão, ele permaneceu em silêncio durante o depoimento. "Na ocasião, a gente aproveitou e perguntou para ele onde ele estava na hora dos eventos. Ele nos relatou que estava jantando com um casal de amigos em um local em Cachoeirinha. Ele ofereceu a versão de que ele estava fazendo um trabalho em uma obra da família, mas esse local não tem como comprovar que ele estava lá", destaca o delegado Anderson Spier, que está à frente da investigação. A prisão temporária do suspeito tem prazo máximo de 30 dias. Em nota, a Brigada Militar informou que Cristiano será afastado do serviço policial. A investigação é acompanhada pela Corregedoria-Geral da corporação. Silvana e o ex-marido não tinham uma boa relação, o que poderia ter motivado o crime. Eles têm um filho de 9 anos. A criança morava com a mãe, mas passava os fins de semana na casa do pai. Com o sumiço de Silvana, Cristiano procurou o Conselho Tutelar, que recomendou que o filho ficasse com ele durante as investigações. Agora, ele está com a avó paterna. Recentemente, Silvana havia acionado o Conselho Tutelar para relatar que o menino tem restrições alimentares. O pai desrespeitava as orientações da mãe sobre a dieta da criança. O que a polícia apura: Sinal de telefonia de Silvana e de Cristiano foram cruciais para que ele fosse considerado suspeito. ⁠Indício de que o suspeito esteve com a família no domingo do desaparecimento dos idosos. Chave da casa dos idosos estava com o suspeito no dia em que ele foi ouvido como testemunha. O que se sabe sobre o caso da família desaparecida no RS Entenda o caso Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, não são vistos desde o final de janeiro. Passados mais de 15 dias, o suspeito do crime foi preso na terça-feira (10). Suspeito de envolvimento no desaparecimento de família é preso Reprodução/RBS TV A perícia encontrou vestígios de sangue na casa de Silvana. O material foi coletado na quinta-feira (5). Também foram periciados dois veículos da família e a casa de Isail e Dalmira. "Encontraram vestígios diversos de material genético, além de impressões digitais (...) Sangue também. Todos esses vestígios foram devidamente colhidos por eles e agora seguem para análise no laboratório do IGP", explica o delegado Anderson Spier, que está à frente da investigação. Conforme o delegado, sangue foi encontrado dentro do banheiro e em uma área nos fundos da residência de Silvana. Não havia sinais de luta corporal nem de montagem de cena no local. "Os peritos entenderam que o local estava íntegro. Não tinha nenhuma alteração que sugerisse alguma espécie de luta dentro da residência", complementa. A polícia ainda aguarda os resultados finais das perícias que foram feitas nas casas, no minimercado da família e em imagens de câmeras de segurança que mostram a movimentação nos dias dos desaparecimentos. Cartucho de festim A Polícia Civil confirmou que o cartucho encontrado na casa do casal de idosos é de festim. O caso foi discutido em reunião com autoridades nesta segunda-feira (9), em Cachoeirinha. 🔍 Um cartucho de festim é um tipo de munição que simula um disparo real, com barulho e fumaça, sem arremessar um projétil. Contém pólvora e pode ser usado em treinamentos, cerimônias militares e efeitos especiais para cinema/TV, não sendo letal como a munição comum, mas ainda exigindo cautela devido à pólvora e gases. Áudios do suspeito Em áudio, PM suspeito de matar família no RS pergunta sobre investigação Após a prisão do suspeito, a reportagem teve acesso a materiais atribuídos ao ex-marido de Silvana. Em um áudio enviado a uma conhecida na semana do desaparecimento, o suspeito pergunta sobre a investigação e reclama que demora no trabalho da polícia. "Aproveitar e ver com o teu parente aí, ver o que eles conseguiram de imagem pra nós aí. Se a gente deixar só por eles (polícia), parece que não está progredindo", disse. No dia 1º de fevereiro, Cristiano enviou uma foto de dentro da casa de Isail e Dalmira, mostrando um veículo que pertence ao casal. Em outro áudio, ele conta que entrou mais de uma vez nas casas ligadas à família Aguiar. "Eu só estou indo muito na casa da Silvana, todos os dias, porque tem um cachorro e um gato lá. Tanto que hoje eu não fui ainda, eu preciso levar ração", afirmou. Cristiano e Silvana têm um filho de 9 anos. A criança morava com a mãe, mas passava os fins de semana na casa do pai. Com o sumiço de Silvana, Cristiano procurou o Conselho Tutelar, que recomendou que o filho ficasse com ele durante as investigações. Com a prisão, o menino agora está sob os cuidados de uma parente por parte do pai. Foi o próprio suspeito que fez o primeiro boletim de desaparecimento de Silvana. Silvana Germann de Aguiar, Dalmira Germann de Aguiar e Isail Vieira de Aguiar Imagens cedidas/Polícia Civil Entenda o caso Silvana de Aguiar foi vista pela última vez em 24 de janeiro. Na mesma data, uma publicação em seu perfil nas redes sociais dizia que ela havia sofrido um acidente em Gramado, mas estava bem. Segundo a polícia, o acidente nunca aconteceu e o objetivo da postagem era despistar o desaparecimento. Desde então, seu celular está desligado e ela não fez mais contato. Alertados por vizinhos sobre a postagem, os pais saíram para procurar a filha no domingo (25). Segundo o delegado Anderson Spier, o casal chegou a ir à delegacia distrital para registrar o sumiço, mas a unidade estava fechada. Depois disso, eles também não foram mais vistos. O carro de Silvana foi encontrado na garagem de sua casa, com a chave no interior da residência, o que reforça a tese de que ela não viajou. Imagens de uma câmera de segurança registraram uma movimentação atípica na noite de 24 de janeiro. Um carro vermelho entrou na residência da filha às 20h34 e saiu oito minutos depois. Às 21h28, o veículo de Silvana entrou na garagem. Mais tarde, às 23h30, outro carro chegou, permaneceu por 12 minutos e foi embora. A polícia investiga se era ela quem dirigia seu próprio carro e busca identificar os outros veículos. Silvana é filha única do casal e mora na mesma região deles. Ela se apresenta como vendedora de cosméticos e trabalha com os pais, que são donos de um pequeno mercado que funciona junto à residência da família. Isail Vieira de Aguiar e Dalmira Germann de Aguiar são descritos como queridos e tranquilos pelos parentes e vizinhos. Eles tinham um bom relacionamento com a filha. Infográfico: pais e filha desaparecem em Cachoeirinha Arte/g1 Mercado da família Aguiar Reprodução/RBS TV VÍDEOS: Tudo sobre o RS d